Poluição do solo: petróleo e seus derivados

 Conhecer e compreender as causas e consequências dos diferentes tipos e fontes de contaminação do solo é o primeiro passo para aprender a evitar esse fenômeno e reabilitar as áreas afetadas.

A contaminação do solo por derivados de petróleo ocorre, geralmente, devido a acidentes e vazamentos em postos, tanques e bombas de combustíveis automotivos, como a gasolina e o diesel. 

Essas substâncias, em contato com o solo, podem alterar sua dinâmica morfológica, alterando sua capacidade de absorver nutrientes, armazenar água, resistir à erosão e degradação, etc. Esse tipo de contaminação também é extremamente perigosa para as fontes de água subterrâneas que, uma vez poluídas pelo petróleo e seus derivados, são de difícil e cara remediação. Além disso, a presença dos hidrocarbonetos que compõem o petróleo no solo e nas fontes de água subterrânea pode ser muito perigosa para a saúde humana, pois a ingestão de alimentos e água contaminados, assim como a inalação de gases provenientes desses contaminantes, pode causar doenças respiratórias, irritações nas mucosas, problemas cardíacos e cânceres. 

No município de São Paulo, o petróleo e seus derivados são os principais contaminantes, sendo identificados em aproximadamente 70% das áreas contaminadas identificados nos últimos anos. Sendo assim, é muito importante que tais áreas sejam propriamente descontaminadas e reabilitadas, havendo diversos processos biológicos e não biológicos capazes de realizar tal tarefa, como: remoção de solo contaminado, injeção de ar, extração de vapores, extração multifásica, fitorremediação, remediação microbiana e outros. 

Mais importante, é essencial que essa contaminação seja EVITADA. Um dos principais meios de evitar tal problema é manter em dia a fiscalização, gerenciamento e manutenção das atividades de extração, refinamento e venda do petróleo e seus derivados. Isto é, é essencial que refinarias, postos e demais instalações estejam funcionando de acordo com a lei e os parâmetros estabelecidos pelos órgãos ambientais governamentais. Além disso, migrar para fontes de energia e combustível mais sustentáveis também é uma alternativa que poderia ajudar a diminuir tal contaminação.  




Fontes:


BRITO, Ely et al. Contaminação do solo por poluentes derivados de petróleo em postos de combustíveis. Sistema Integrado de Publicações Eletrônicas da Universidade Araguaia, 2018. Disponível em: https://www.fara.edu.br/sipe/index.php/anuario/article/view/858/726. Acesso em: 02 jul. 2022.


POSTOS de combustíveis abandonados oferecem riscos de contaminação. Portal G1 São Paulo, 2017. Disponível em: https://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/postos-de-combustiveis-abandonados-oferecem-riscos-de-contaminacao.ghtm. Acesso em: 02 nov. 2022.


Escrito por Marina Kuncevicius Pereira; Supervisão: Déborah de Oliveira

2023.

Poluição do solo: lixo eletrônico


A poluição do solo pelo lixo eletrônico é um fenômeno recente que vem agravando-se à medida em que a produção e o consumo de tais equipamentos aumenta. O termo "lixo eletrônico" refere-se a equipamentos eletrônicos que são descartados pois não funcionam mais ou são considerados sem utilidade, podendo ser exemplos disso: celulares, telefones, televisões, tablets, computadores e etc. 

O descarte desses equipamentos, quando feito de maneira e em locais inapropriados, acarreta na contaminação do solo e pode levar à contaminação das fontes de água subterrânea. Isso pois muitos eletrônicos possuem, em sua composição, metais pesados como Chumbo, Mercúrio, Cádmio e outros; além de possuírem outros elementos e compostos que podem ser tóxicos para o meio ambiente.

Dessa forma, é importante realizar o descarte correto desses objetos. Isto é, não deve-se descartá-los em lixeiras comuns ou jogá-los em lixões. Deve-ser encaminhar tais equipamentos para estações de reciclagem, onde os equipamentos serão corretamente tratados e terão seus componentes reutilizados, em vez de jogados diretamente no solo e/ou na água. 

A Associação Brasileira de Reciclagem de Eletrônicos e Eletrodomésticos (ABREE), por exemplo, possui mais de três mil pontos de coleta de lixo eletrônico no Brasil. Além disso, alguns objetos mais velhos, como telefones antigos, podem ser doados para museus. 



Fontes: 

LIXO eletrônico: o que é e por que é importante reciclá-lo.  National Geographic Brasil, 2022. Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2022/05/lixo-eletronico-o-que-e-e-por-que-e-importante-recicla-lo. Acesso em: 23 mar. 2023.

MELO, João. Lixo eletrônico: o que fazer com os itens antigos ou quebrados. Portal R7, 2021. Disponível em: https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/lixo-eletronico-o-que-fazer-com-os-itens-antigos-ou-quebrados-29062022. Acesso em: 23 mar. 2023.


Escrito por Marina Kuncevicius Pereira; Supervisão: Déborah de Oliveira

2023.

Erosão dos solos: definição e agentes

A erosão é um fenômeno natural de alteração do relevo, no qual a ação do intemperismo (físico e/ou químico) gera desgaste dos solos e rochas, geralmente ocorrendo a partir disso o transporte e deposição de sedimentos para as áreas mais baixas do relevo. 

Embora seja um processo natural, causado pelas dinâmicas pedológicas, geológicas, climáticas, hidrológicas e etc; é um processo que pode ser agravado pela ação humana. A retirada da cobertura vegetal nativa de uma área, por exemplo, deixa o solo mais suscetível à erosão; assim como o pisoteio do solo pelo gado também acaba alterando sua dinâmica e dando-lhe maior erodibilidade; entre outros fatores. 

A erosão pode ser causada por diferentes agentes, sendo os principais a água (erosão pluvial, fluvial e oceânica/marinha, além da erosão glacial causada pela água congelada na forma de neve e/ou gelo) e o vento (erosão eólica). 

As feições deixadas pela erosão apresentam-se de diferentes maneiras dependendo da intensidade do processo erosivo. Durante o processo de erosão, inicialmente, ocorrem filetes, rachaduras, fissuras ou estratificações não muito profundas na superfície, denominadas "sulcos". À medida em que o processo erosivo intensifica-se, pode haver então a formação das "ravinas", buracos geralmente em formato de "V". Em seguida, o agravamento da intensidade da erosão pode levar à formação de uma "voçoroca", um enorme buraco que alcança o nível das águas subterrâneas, expondo-as. 

Embora seja um processo natural da dinâmica terrestre, a erosão pode trazer enormes problemas urbanos, sociais e ambientais à medida em que o solo erodido perde biodiversidade (principalmente vegetal), torna-se infértil para o plantio, erode e "engole" casas e estradas e expõe a água subterrânea às diversas formas de contaminação desta. 

Atualmente, muitas voçorocas no Brasil são utilizadas para descarte de lixo e/ou esgoto, o que é extremamente prejudicial ao meio ambiente. Sendo assim, é necessário conhecer as causas e consequências da erosão do solo, podendo, então melhor identificar maneiras sustentáveis de manutenção deste recurso tão importante. 



Fonte: 

MATIAS, Átila. Erosão. Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/erosao.htm. Acesso em 02 abr. 2023. 


Escrito por Marina Kuncevicius Pereira; Supervisão: Déborah de Oliveira

2023.

Como fazer tinta com solos!

Um dos jeitos mais divertido de entrar em contato com os solos é a pintura com solos. É um ótimo meio de introduzir os solos para crianças, incentivando a apreciação e a interação com esse recurso importantíssimo!

Confira alguns livros e cartilhas que ensinam a fazer tinta com solos: 

  • Educação ambiental tendo o solo como material didático: pintura com tinta de solo e colagem de solo sobre superfícies (EMBRAPA Solos):

http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/solo_escola/tinta_de_solo.pdf

  • Pintando com a terra: cartilha de educação ambiental com solos (Giulia Parreiral):

  • Cores da Terra: fazendo tinta com a terra! (Universidade Federal de Viçosa - UFV): 




As pinturas acima foram realizadas por Marina Kuncevicius Pereira, aluna da graduação em Geografia pela FFLCH USP e voluntária no projeto Solo na Escola Geografia USP. 

Escrito por Marina Kuncevicius Pereira; Supervisão: Déborah de Oliveira

2023.


Poluição do solo: microplásticos

Um dos principais poluentes do meio ambiente na atualidade é, justamente, o plástico, com destaque para os microplásticos derivados de sua lenta decomposição. À medida em que os produtos plásticos descartados incorretamente decompõem-se e formam microplásticos, estes podem infiltrar-se no solo e prejudicar sua fauna e flora, além de poder contaminar as fontes de água subterrânea.

Estudos recentes indicam que a ingestão de alimentos e água contaminados por microplásticos é extremamente nociva ao ser humano, podendo causar problemas no sangue e nos sistemas respiratório, cardíaco e endócrino. Ademais, reitera-se que os microplásticos possuem alta capacidade de absorção de compostos tóxicos, como o Mercúrio e o Cádmio, podendo ser, então, grandes contaminantes do meio ambiente. 

A melhor forma de evitar esse tipo de contaminação é, justamente, evitar o uso do plástico. Não sendo possível, indica-se a prática de reduzir, reusar e reutilizar tal resíduo. Além disso, é importante realizar o descarte correto do plástico, jamais jogando-o no meio ambiente e sempre mandando-o para estações de reciclagem. Por fim, é importante incentivar o desenvolvimento científico e tecnológico de práticas agrícolas e comerciais que evitem ou reduzam a presença do plástico e, consequentemente, a contaminação causada por ele. 


Fontes:

COMO o plástico está poluindo solos ao redor do mundo. UNEP - United Nations Environment Programme, 2021. Disponível em: https://www.unep.org/pt-br/noticias-e-reportagens/reportagem/como-o-plastico-esta-poluindo-os-solos-ao-redor-do-mundo. Acesso em 4 de Fevereiro de 2023. 


MICROPLÁSTICOS na agricultura contaminam solos e ameaçam saúde humana. United Nations News, 2022. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2022/10/1803857#:~:text=Sa%C3%BAde%20do%20solo%2C%20biodiversidade%20e%20produtividade&text=Com%20o%20passar%20do%20tempo,limitar%20a%20reten%C3%A7%C3%A3o%20da%20%C3%A1gua. Acesso em 4 de Fevereiro de 2023. 





Escrito por Marina Kuncevicius Pereira; Supervisão: Déborah de Oliveira

2023.





Fauna do solo: classificação por tamanho

A fauna do solo pode ser dividida em três classes, diferenciadas pelo tamanho dos animais, sendo tais classes:

MICROFAUNA: 

Refere-se a animais cujo tamanho varia de 4 a 100 nanômetros, ou seja, animais microscópicos como os tardígrados, rotíferos e alguns nematoides, ácaros e insetos. Além disso, há protozoários que, embora não sendo parte do reino Animal (mas sim, do reino Protista), são considerados parte da microfauna do solo devido à sua aparência e comportamento similar ao dos demais micro-organismos aqui citados, como os rotíferos, por exemplo. 

Quando se fala em "microfauna do solo", algumas pessoas pensam que micro-organismos como bactérias e pequenos fungos encaixam-se nessa definição. Na verdade, as bactérias e os fungos -- embora sejam parte, respectivamente, dos reinos Monera e Fungi --, são consideradas parte da microFLORA do solo, pois, geralmente, possuem aparência e comportamento similar ao dos membros do reino Vegetal. 

MESOFAUNA: 

Refere-se a animais cujo tamanho varia de 100 nanômetros a 2 milímetros. Alguns exemplos de animais que usualmente representam essa classe são os ácaros, colêmbolos, opiliões e crustáceos do grupo Copepoda. Além disso, a maioria dos insetos em fase larval também encaixam-se nessa classe. Os animais da mesofauna do solo desempenham uma série de importantíssimos papeis no meio ambiente, participando de ciclos de nutrientes e fluxos de energia através de biotubulações. 

MACROFAUNA: 

Refere-se a animais cujo tamanho ultrapassa 2 milímetros, incluindo ambos animais vertebrados e invertebrados. Alguns dos animais nessa classe são os aracnídeos (aranhas, escorpiões, carrapatos,  amblipígeos e solífugos); insetos (baratas, cupins, grilos, cigarras, gafanhotos e etc.), mamíferos (tatus, toupeiras, roedores e etc.), anelídeos (minhocas e sanguessugas), répteis (cobras, lagartos e etc. Além de muitos répteis aquáticos ou semi-aquáticos depositarem seus ovos no solo, como as tartarugas e os crocodilianos) e anfíbios (sapos e salamandras). 

Algumas fontes descrevem a macrofauna do solo como compreendendo animais cujo tamanho varia de 2 a 20 milímetros, enquanto aqueles que ultrapassam 20 milímetros seriam considerados parte da "megafauna" do solo. O termo "megafauna", no presente contexto, não é para ser confundido com a megafauna na paleontologia, que refere-se a gigantes animais pré-históricos que tornaram-se extintos no chamado "Quaternário tardio". 





FONTE
CORREIA, M.E.F; OLIVEIRA, L.C.M. de. Fauna de Solo: Aspectos Gerais e Metodológicos. Seropédica: Embrapa Agrobiologia. 2000. 46p. (Embrapa Agrobiologia. Documentos, 112).


Escrito por Marina Kuncevicius Pereira; Supervisão: Déborah de Oliveira

2023.


MINHOCÁRIO: um guia educativo!

Aprenda o que é, como funciona, como fazer e quais são os benefícios da implementação de um minhocário/composteira no dia a dia! 


FONTES: 

BONA, R. P; PAZMINO, A. V. Educação ambiental para crianças: desenvolvimento de um minhocário lúdico. VII ENSUS - Encontro de Sustentabilidade em Projeto, UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis: 2019. 


COMO fazer uma composteira doméstica com minhocas. E-Cycle, 2021. Disponível em: https://www.ecycle.com.br/como-fazer-uma-composteira/. Acesso em 5 de Fevereiro de 2023. 


FLORESTI, Felipe. Aprenda a fazer um minhocário e produza adubo em casa. Revista Galileu, 2018. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2018/03/como-fazer-um-minhocario-em-casa.html. Acesso em 5 de Fevereiro de 2023. 


SOLIVA, Thamyris. 10 coisas para se levar em conta na hora de ter um minhocário. Blog Ciclo Orgânico, 2021. Disponível em: http://blog.cicloorganico.com.br/compostagem/10-coisas-para-se-levar-em-conta-na-hora-de-ter-um-minhocario/. Acesso em 5 de Fevereiro de 2023. 


Escrito por Marina Kuncevicius Pereira; Supervisão: Déborah de Oliveira

2023.

Clay Joe, a little clump of soil: Adventures in the Atlantic Forest biome

This book is part of a collection about João Torrão's adventures in Brazilian biomes. This first volume focuses on the Atlantic Forest b...