Vídeo ''O Solo é Vivo'' produzido pelo Museu de Ciências da Terra Alexis Dorofeef

Para assistir, clique aqui: https://www.youtube.com/watch?v=ZNyXns9LuQ8

Ilustração solos!!!


Documentário Dirt! the movie [Legendado PtBR]

Documentário muito importante! Assistam!!
(Descrição sobre o documentário no canal de Vitor Rebello no Youtube):
O solo é uma herança de bilhões de anos que recebemos do Planeta. Na sua fina camada superior é onde podemos plantar, onde estão os microrganismos e os elementos responsáveis pela formação de toda vida, de todos os animais, inclusive nós.

Povos crescem e desaparecem da face da Terra de acordo como tratam seu solo. Nos últimos 100 anos 1/3 das terras férteis da terra desapareceram.

O agronegócio está empobrecendo em rápida velocidade a terra por onde passa. A Agricultura Extensiva, além de contaminar a terra, mata seus microrganismos transformando muitas fazendas em desertos por todo o mundo. 
Populações inteiras que transformaram suas terras em deserto estão sofrendo com a fome numa luta desesperada por comida.

O documentário nos oferece belas e inspiradoras soluções comunitárias para a recuperação do solo e da biodiversidade.
Participações especiais de Sebastião Salgado e Vandana Shiva.
A única solução para pessoas desconectadas do mundo natural é conectá-las novamente.
86 min | Documentary | 2009 (USA)
Assista pelo Youtube clicando no link:



Disponível para download: Trilhando os Solos

O livro "Trilhando os Solos: atividades Lúdicas e Jogos no Ensino de Solos" no site da UNESP: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo-detalhe.asp?ctl_id=223

Vídeo: O Segredo do Solo

Assista no Youtube:




AULA DE GEOGRAFIA. Manoel Fernandes. ''Os solos são''

Os solos são  

Os solos são uns filhos da rocha mãe. Até parecem ser bem quietos, mas essa aparente calmaria esconde o quanto os solos são vivos, vivíssimos para dizer a verdade. Enquanto os outros pensam que eles estão mortos há uma série de processos ocorrendo no seu interior, como se houvesse uma festa com os seres mais estranhos que alguém possa imaginar. 

E não pense que é só minhoca que passeia no solo. Lá passeia todo tipo de bactéria, de fungo, de bichinho que se vê a olho nu e de outros tantos que só mesmo com um microscópio. Aí meu amigo, com tantos seres assim, o solo fica parecendo uma espécie de mercado Persa, um tipo de feira livre, só que sem dinheiro. E é um troca-troca fantástico de elementos químicos, materiais orgânicos, sais minerais, que o solo vai se transformando permanentemente. 

E ciclo vai, ciclo vem e o solo é uma festa: é bactéria decompondo nitrogênio e trocando por outras coisas do gênero; é minhoca construindo caminhos e produzindo húmus; é água que vai deixando os sais quando evapora; é o ar que vai circulando pelos pequenos canais feitos de diminutos grãos de diferentes formas, tamanhos, cores e origem. 

E essa coisa de origem é fundamental, porque sempre disse minha avó, que os filhos parecem com os pais. Ora, se a rocha mãe for muito ferro, pode esperar que o solo vai ser meio vermelho; já se a rocha que é mãe for muito cálcio, o solo vai tender fortemente ao branco. E não pense que só a rocha mãe é que dá origem a tudo, pois o clima aparece nessa história meio como uma espécie de pai. Vai me dizer que nunca ouviu falar no tal intemperismo?! Pois o clima, amigo velho, decompõe a rocha mãe e o processo inicial a gente chama de intemperismo. 

Ora, ora, se o clima for meio árido, a tendência vai ser do clima quebrar muito a rocha; mas de mudá-la muito pouco, pois ela vai continuar, por muito mais quebrada que esteja com a mesma composição mineral e os solos tenderão a ser rasinhos, raquíticos, superficiais. Já se o clima for úmido, aí vai ser outra história, porque ele vai amaciar a rocha mãe, mudar suas características iniciais, torná-la menos rocha, menos dura e é claro, mais macia, mais profunda. 

Por isso o solo é como se fosse uma espécie de relação entre um clima, assim meio pai e uma rocha, meio mãe. É dessa relação que os filhos solos tendem a ser a cara encarnada e esculpida dos pais. 

E mais uma coisa meu amigo, o solo também cresce, também muda de horizonte com o tempo, também tem lá seu perfil, suas características, digamos assim, mais pessoais. Todo solo tem seus traços íntimos, sua identidade química, uma certa estrutura física. Uns são rasos, outros profundos; uns velhos, outros bem recentes; uns vermelhos, outros amarelos, alguns brancos, outros negros, além daqueles que possuem variadas cores. 

Os solos são vida e suas raízes, ainda que não demos conta disso, estão vivas dentro de nós.

SOUSA NETO, Manoel Fernandes de. Aulas de geografia e algumas crônicas. 2ª edição. Campina Grande: Bagagem, 2008. 

Onde nascem os alimentos


Clay Joe, a little clump of soil: Adventures in the Atlantic Forest biome

This book is part of a collection about João Torrão's adventures in Brazilian biomes. This first volume focuses on the Atlantic Forest b...