Principais contaminantes do solo

Conhecer os principais compostos e substâncias responsáveis pela contaminação dos solos é o primeiro passo para combater tal fenômeno. Ao conhecermos os principais contaminantes do solo, identificamos como se dão as interações físico-químicas entre o solo e esse contaminante, compreendendo como podemos não só evitar que a contaminação ocorra, mas também, para que possamos desenvolver, aprimorar e aplicar as melhores técnicas de remediação e reabilitação possíveis.
 
Os principais contaminantes dos solos mundiais atualmente são: lixo e rejeitos urbanos (residenciais, comerciais, industriais e hospitalares), combustíveis automotivos (principalmente os derivados do petróleo, como a gasolina e o diesel), metais pesados (como chumbo, cádmio, mercúrio, arsênio e etc.), agrotóxicos e fertilizantes químicos agrícolas e os cada vez mais comuns microplásticos. 

As melhores maneiras de evitar que esses contaminantes entrem em contato com o solo são: 
  • Realizar o descarte correto de lixo, rejeitos e resíduos variados provenientes das atividades urbanas comerciais, industriais, hospitalares e residenciais. Dessa forma, evitando que materiais tóxicos (como metais pesados, plásticos, material biológico hospitalar e etc.) entrem em contato com o solo e as fontes de água subterrânea. 
  • Investir na manutenção e fiscalização assíduas de refinarias, postos de combustíveis e demais instalações que trabalham com derivados de petróleo, a fim de evitar vazamentos. Além do investimento em biocombustíveis e fontes de energia sustentáveis.
  • Investir e incentivar o uso de fertilizantes orgânicos e técnicas sustentáveis de manejo de culturas agrícolas, visando diminuir e evitar a introdução de compostos estranhos nocivos no solo, que podem causar desde a contaminação ambiental até problemas de saúde sérios. 


Material desenvolvido por Marina Kuncevicius Pereira
Supervisão: Déborah de Oliveira
2024

 

Tipos de Intemperismo


O intemperismo é um processo natural que ocorre na superfície terrestre e é caracterizado pelo desgaste físico (desagregação) ou químico (desintegração) do solo e das rochas que compõem a superfície. Esse processo ocorre devido à ação da água, dos ventos, dos organismos vivos, da pressão, da umidade, da neve e do gelo. 

Há três tipos de intemperismo: o químico, no qual há alteração química (oxidação e redução, hidrólise, etc.) na composição do solo e/ou da rocha; o físico, no qual há alteração física (quebra, fraturamento, fissuramento, etc.)  na estrutura do solo e/ou da rocha; e o biológico, no qual podem ocorrem alterações químicas e físicas na composição e estrutura do solo e/ou da rocha devido à ação de organismos vivos como animais, plantas, fungos, entre outros. 

Além disso, o intemperismo é um processo que pode ser agravado pelo homem, uma vez que ele remove a cobertura vegetal do solo e deixa-o mais vulnerável às forças das chuvas, ventos, etc. 


Material desenvolvido por Marina Kuncevicius Pereira
Supervisão: Déborah de Oliveira
2024

Dia Mundial do Solo 2023 - Solo e água: fontes de vida

 Nesse dia mundial do solo (05/12), a FAO destaca a importância da relação e das dinâmicas entre o solo e a água, recursos essenciais para o sustento da vida na Terra: 

🌎 O solo e a água fornecem a base para a produção de alimentos, os ecossistemas e o bem-estar humano. Reconhecendo o seu papel inestimável, podemos tomar medidas pró-ativas para salvaguardar estes recursos para as gerações futuras! 

🌱 O solo e a água são o meio no qual as plantas crescem e obtêm os nutrientes essenciais.

💧A erosão e a compactação do solo perturbam a capacidade do solo de armazenar, drenar e filtrar a água e agravam o risco de inundações, deslizamentos de terra e tempestades de areia/poeira.

💦 O solo saudável desempenha um papel crucial como filtro natural, purificando e armazenando água à medida que esta se infiltra no solo.

🚜 A implementação de práticas sustentáveis ​​de gestão do solo aumenta a disponibilidade de água para a agricultura. Solos saudáveis, enriquecidos com matéria orgânica, desempenham um papel crucial na regulação da retenção e disponibilidade de água.

🔬 Solos saudáveis ​​funcionam como sumidouros de carbono, sequestrando carbono da atmosfera, contribuindo assim tanto para a adaptação às alterações climáticas como para os esforços de mitigação.













Degradação do solo

 A degradação do solo é um fenômeno no qual o solo sofre deterioração ou perda de suas propriedades físicas, químicas e biológicas. Suas causas podem ser tanto naturais quanto antrópicas, sendo que esse fenômeno tem se tornado cada vez mais comum na atualidade. As principais causas são o mal planejamento do manejo dos solos agrícolas; a utilização de compostos contaminantes no dia a dia e principalmente, na agricultura; o desmatamento e a retirada da vegetação nativa local; a realização de queimadas; a falta de planejamento urbano em áreas de solos instáveis e áreas de encosta e etc. 


Os principais processos de degradação do solo são: 
- Erosão: processo que envolve o desgaste físico-químico de solos e rochas, levando ao seu deslocamento e, consequentemente, deposição em outro local. A erosão do solo origina formas do relevo como os sulcos, as ravinas e as voçorocas, que por sua vez trazem sérias consequências como a exposição do lençol freático e instabilidade do solo como substrato para atividades humanas de agropecuária e habitação. 
- Movimento de massa: similar à erosão, esse processo envolve os desmoronamentos, o deslizamentos de terra e a queda de grandes blocos de solo ou rocha. É um processo comum em áreas de encosta e pode ser extremamente perigoso, uma vez que residências, rodovias e veículos são comumente atingidos pelos desmoronamentos. 
- Contaminação: um dos processos mais comuns de degradação de solos em áreas urbanas, a contaminação do solo consiste na alteração ou perda de suas propriedades e funções químico-físicas e biológicas devido à introdução de compostos nocivos como metais pesados, combustíveis automotivos, lixo, rejeitos industriais e médicos, produtos químicos (como solventes e tintas), agrotóxicos e fertilizantes químicos e outros. Entre suas consequências, não só perde-se um solo saudável, mas também, a presença de contaminantes no solo afeta significativamente a saúde humana através da ingestão de água e produtos provenientes de solos contaminados. 
- Acidificação: consiste no aumento do pH do solo, geralmente devido ao uso de certos compostos químicos na agricultura. Pode levar à morte dos organismos que nele vivem e, consequentemente, alterar as dinâmicas de porosidade e permeabilidade do mesmo. Além de torná-lo infértil e inadequado para o plantio, a acidificação também pode deixar o solo mais instável e propenso à erosão.
- Salinização: consiste no aumento da concentração de sais no solo, também ocorrendo principalmente devido ao uso de certos compostos químicos na agricultura. Assim como a acidificação, a salinização pode afetar negativamente a biota do solo, levando à morte de organismos e tornando-o infértil, além de poder afetar as águas subterrâneas disponíveis.
- Desertificação: consiste em uma acentuada perda das propriedades do solo, geralmente causada pelo manejo mal planejado e mal executado do solo. Acarreta em uma perda extremamente da fertilidade do solo, impedindo o crescimento e desenvolvimento de espécies vegetais e, consequentemente, impedindo e impossibilitando o estabelecimento e a manutenção da vida no solo, tornando-o, como o nome implica, um deserto, sem vida e incapaz de ser utilizado para plantio ou como substrato para construções devido à sua instabilidade. 

Dessa forma, compreende-se que existem muitas ameaças ao bem estar dos solos na atualidade. É necessário conhecer quais são os principais processos de degradação do solo existentes, suas causas e consequências. Principalmente, é essencial que a sociedade adote não só medidas de reabilitação de áreas degradadas, mas também, busque alternativas de uso e manejo sustentáveis dos solos, visando a proteção e manutenção das propriedades físicas, químicas e biológicas desse recurso essencial à vida na Terra. 
Algumas medidas no uso e manejo dos solos agrícolas e urbanos são poderosas aliadas na proteção deste contra as formas mais comuns de degradação:

- Minimizar a colheita mecanizada, a fim de evitar a compactação do solo e, consequentemente, a erosão deste;
- Aumentar e manter uma camada protetora orgânica na superfície do solo, evitando o desmatamento e a retirada extrema da vegetação nativa que auxilia na proteção contra erosão e deslizamentos de terra; 
- Cultivo de uma grande variedade de espécies de plantas – anuais e perenes − em associações, sequências e rotações que podem incluir árvores, arbustos, pastos e grãos;
- Usar espécies bem adaptadas para resistir aos estresses bióticos e abióticos e com boa qualidade nutricional, plantadas no período apropriado. Evitando, assim, a introdução de espécies invasivas que podem afetar as propriedades do solo; 
- Adotar um uso criterioso de fertilizantes, priorizando os orgânicos e evitando utilizar agrotóxicos  e outros compostos químicos potencialmente contaminantes;  
- Reabilitar as áreas contaminadas por resíduos e rejeitos das atividades urbanas de indústria, comércio e etc. 
- Aumentar e melhorar a fiscalização dos estabelecimentos e companhias urbanos e agrícolas a fim de implementar fortes normas contra a liberação de resíduos tóxicos. 


Fonte: DIAS, Carlos. Estudo revela que 30% dos solos do mundo estão degradados. EMBRAPA, 2016. Disponível em: Estudo revela que 30% dos solos do mundo estão degradados - Portal Embrapa. Acesso em: 05 nov. 2023.

Escrito por: Marina Kuncevicius Pereira; Supervisão: Déborah de Oliveira.
2023.

Argilominerais

Os argilominerais, como o nome implica, são minerais do grupo dos Silicatos que apresentam-se predominantemente na fração argila, menor que 0,002 mm [ERRATA: na imagem está escrito 2mm, mas o correto é 0,002mm]. Esses minerais são de extrema importância para o solo pois possuem propriedades coloidais, possibilitando que "nutrientes fiquem retidos com força suficiente para não serem lixiviados pela água, mas não tão fortemente para impedir que o pêlo radicular das raízes das plantas possam utilizá-los" (FERREIRA, 2018).


Fonte: FERREIRA, Letícia. Argilominerais. Geoportal UFJF, 2018. Disponível em: Argilominerais (geoportalufjf.com). Acesso em: 30 set. 2023. 

Escrito por: Marina Kuncevicius Pereira; Supervisão: Déborah de Oliveira.
2023.


Bioturbação do solo

A Bioturbação do solo é um processo no qual a fauna e/ou a flora do solo são responsáveis por construir buracos, túneis e caminhos no subsolo. Tal fenômeno ocorre não só quando certos animais -- como minhocas, formigas, aranhas, etc -- constroem suas colônias, ninhos e habitats, mas também, quando as raízes das plantas penetram na terra. 

A formação desses "caminhos" no subsolo é importante na formação da porosidade do solo, além de criar passagens para que água e nutrientes entrem no solo, auxiliando na ciclagem de nutrientes e nas dinâmicas de drenagem, infiltração e abastecimento subterrâneo de água. 

Assim, é essencial conhecer e proteger a fauna e a flora do solo, ameaçadas pela influência exagerada do homem no solo, através da contaminação, poluição, exploração desenfreada, plantio insustentável e outras práticas nocivas ao meio ambiente. 



Escrito por: Marina Kuncevicius Pereira; Supervisão: Déborah de Oliveira.
2023.


 

Sugestões de filmes sobre o meio ambiente

 Confira algumas sugestões de filmes sobre o meio ambiente que podem auxiliar no ensino da importância da conservação, proteção e recuperação ambiental! 




Escrito por: Marina Kuncevicius Pereira; Supervisão: Déborah de Oliveira.
2023.

Clay Joe, a little clump of soil: Adventures in the Atlantic Forest biome

This book is part of a collection about João Torrão's adventures in Brazilian biomes. This first volume focuses on the Atlantic Forest b...