Temos que divulgar o Dia Mundial do Solo!



Que tal comemorar o Dia Mundial do Solo no seu local de trabalho ou propor um debate sobre isso com seus alunos no próximo dia 5 de dezembro?  Cabe a cada um de nós fazer a sua parte para fomentar este debate no Brasil. A SBCS preparou o texto a seguir e o enviou a alguns jornais de circulação nacional e pede a todos os sócios que também se empenhe em divulgá-lo nos jornais da sua região.

Por que comemorar o dia mundial do solo?
 Gonçalo Signorelli de Faria
Neste dia 5 de dezembro, a FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, realiza uma sessão especial em sua sede, em Roma, com o tema ”Securing healthy soils for a food secure world” (“Garantindo solos saudáveis para um mundo seguro em alimentos”). Este evento acontece no Dia Mundial do Solo, proposto pela União Internacional de Ciência do Solo e endossado pela própria FAO para ser uma referencia na agenda ambiental dos povos.
As discussões sobre as relações homem-natureza ainda estão muito focadas em clima e água, mas pouco se fala sobre o solo como meio capaz de sustentar a vida no planeta e que encontra-se ameaçado também por ações do homem em práticas predatórias. O Solo fundamenta a vida no planeta pelas funções que lhe são inerentes. É base para produção de alimentos, fibras e energia; sustentáculo de cidades e infraestrutura de transportes; fonte de matérias-primas e biodiversidade; suporte dos grandes ciclos biogeoquímicos; filtra e transforma resíduos; atua como reservatório de água e ainda mantém o registro histórico da evolução do planeta. Mas não tem sido bem cuidado. O Brasil, por exemplo, perde milhões de toneladas de solo anualmente nos diversos sistemas de uso desse recurso natural e cuja imagem mais recorrente é a de rios impregnados de sedimentos.
Num planeta que abriga 7 bilhões de habitantes, essa camada que recobre o globo é um sistema complexo não-renovável quando medido na escala antropológica do tempo. Nosso país, em seus 851 milhões de hectares de área territorial, possui centenas de tipos de solos. Descontando-se a área coberta por águas, os solos brasileiros se estendem por 835 milhões de hectares, onde as lavouras e pastagens ocupam cerca de 40%, as florestas e áreas protegidas cerca 50% e os 10% restantes se referem a cidades, estradas, etc. Do ponto de vista quantitativo são números que impressionam.
As constatações mostradas acima já fazem sentido para justificar a existência de um dia especialmente dedicado ao Solo. Então, será que não estaria na hora de restituir aos solos seu papel fundamental no campo das preocupações ambientais e do desenvolvimento sustentável? Imprensa, governos, gestores ambientais e até professores de escolas básicas precisam colocar o solo na pauta de suas percepções, ações e compromissos.
A Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS) é uma das mais antigas organizações científicas brasileiras. Fundada em 1947 e atualmente sediada no Departamento de Solos da Universidade Federal de Viçosa-MG, possui cerca de mil sócios em todo o país que atuam como pesquisadores, técnicos e professores da Ciência do Solo. Publicando artigos ou produzindo eventos, seu papel é mostrar que a ciência, a tecnologia e a inovação estão disponíveis principalmente para a prática de uma agropecuária comprometida com a conservação do solo e a sustentabilidade ambiental. Conhecimento especializado não falta ao Brasil. A SBCS tem buscado ações políticas para que a sociedade e suas governanças coloquem o solo no foco das questões ambientais. Mas é preciso que haja mais comprometimento dos agentes que traçam os rumos das tais políticas. A ação da FAO demonstra uma preocupação internacional. Falta agora trazê-la para o Brasil, se quisermos mesmo continuar sendo a promessa de abastecimento agrícola para o mundo. Os dados científicos de degradação do solo por erosão e práticas inadequadas de uso e manejo demonstram que este não é mais um problema que demanda soluções no futuro breve, mas sim no presente!

* Gonçalo Signorelli de Farias é Presidente da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (www.sbcs.org.br)


Projeto Solo na Escola- Geografia/USP – agora tem casa e  recursos!
Pessoal, é com muito orgulho e extrema felicidade que anunciamos oficialmente a consolidação do espaço e recursos  para a construção do nosso Solo na Escola- Geografia USP!
Fomos aprovadas no Edital de Programas Especiais do Pró- Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP, um edital lançado este ano que visa justamente o apoio financeiro à projetos de pesquisa e extensão universitária !
Os documentos foram assinados em cerimônia no dia 22/11, onde a Professora Déborah de Oliveira- coordenadora do nosso Grupo, e as alunas Ana Clara Cerminaro e Lady Silveira, estiveram presentes no ato de comemoração dos projetos contemplados.
Com os recursos em mãos, nosso espaço será sediado no Parque de Ciência e Tecnologia da USP- ParqueCientec, um espaço lindo e que se encaixa perfeitamente na nossa  proposta de ensino participativo e atraente!
Gostaríamos de agradecer à todos que fazem parte desse programa tão bacana que é Solo na Escola -  em especial o Professor Marcelo Lima da UFPR, e o Professor Antonio Azevedo, da ESALQ/USP, que nos ajudaram desde o início da construção do projeto! Obrigada Professores!

           Parte da equipe Solo na Escola Geografia/USP! Realização de um projeto tão querido!


                                       Professora Déborah  assinando os documentos, agora é oficial
Agora mais que divulgação de temas relativos à educação em solos, neste espaço também iremos dividir a preparação da nossa “sede” com vocês! E agora vamos colocar as “mãos no solo” porque temos muito trabalho!
Oi pessoal,

Esse foi o primeiro dia em que o nosso grupo de Educação em Solo participou da Semana de Ciência e Tecnologia do Parque Cientec.
Nosso estande contou com algumas experiências sobre as frações do solo, jogos de tabuleiros, memória e quebra-cabeça, e ainda, diversas cores diferentes de solo para a criançada pintar a vontade.
Mas o que fez sucesso mesmo foi a argila, com a qual as crianças podiam moldar o seu próprio João Torrão!
Confira algumas fotos que tiramos por lá









Venham conferir o evento! Ele vai até o dia 20 de outubro, e funciona das 09h00 às 16h00, no Parque Cientec da USP. É aberto para visitação de todo o público e ainda tem muitas outras atividades como experimentos, jogos interativos, oficinas, cursos, palestras, com o objetivo de sensibilizar e mobilizar a população em torno de temas referentes a atividades de ciência, tecnologia e inovação.

Estamos esperando!

Estação Ciência e Parque Cientec- “Venha brincar com o João Torrão!”

Olá Pessoal,
Hoje no Blog vamos divulgar um projeto bem bacana que é vinculado à Universidade de São Paulo (USP), chamado ABC na Educação Científica- Mão na Massa.

 “ABC na Educação Científica - Mão na Massa tem como objetivo incentivar o ensino de ciências nas séries iniciais do ensino fundamental, utilizando atividades experimentais, propiciando o desenvolvimento da linguagem oral e escrita, investindo na formação de docentes e na implementação da proposta em sala de aula”.

O Mão na Massa fornece o empréstimo gratuito de experimentos e materiais didáticos, cartilhas de textos para formação continuada de professores.Agora o mais legal é que o Mão na Massa desenvolve um módulo (material escrito com atividades práticas) especialmente para o Ensino de Solos! O João Torrão - nosso mascote - fica mais do que feliz! Abaixo o link para acesso, onde é possível baixar a cartilha do módulo sobre solos e muitas outras relacionadas ao ensino de ciências:

Por falar no João Torrão, o nosso Grupo de Educação em Solos irá participar de um evento integrado da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) no Parque Cientec em São Paulo, entre os dias 16 à 20 de outubro de 2012. O evento é aberto para visitação de todo o público e reunirá atividades como experimentos, jogos interativos, oficinas, cursos, palestras, com o objetivo de sensibilizar e mobilizar a população em torno de temas referentes a atividades de ciência, tecnologia e inovação. Estaremos lá com um stand com experimentos e jogos sobre solos, e quem quiser vir brincar e aprender muito com o João Torrão será bem vindo!
Para mais informações e outras atividades da Semana, abaixo o link do evento:


Por hoje é isso pessoal, até a próxima!

Grand Canyon

Boa tarde pessoal,
hoje vou apresentar rapidamente um pouco de um trabalho de campo que fiz no Grand Canyon (EUA).


                                         Foto de : Déborah de Oliveira, 2012.
A geologia e a declividade influenciam fortemente a formação dos solos do Grand Canyon, por isso são classificados como pouco desenvolvidos. Os solos são altamente variáveis​​, pois vão desde os solos das florestas úmidas do Rim Norte a rasos. O Grand Canyon é formado de várias camadas de arenitos, xistos, calcários etc. A erosão, principalmente por água (e gelo) e segundo pelo vento, foram responsáveis por esculpir o Grand Canyon. Outras forças que contribuíram para a formação do Canyon são o curso do rio Colorado em si, o vulcanismo, variações do clima.
O Grand Canyon National Park, próximo à cidade de Flagstaff,  considero o lugar mais interessante para visitar, porque há um museu geológico e guias para explicar sobre a origem do lugar. 


                                          Fotos de : Déborah de Oliveira, 2012.

Espero que tenham gostado. Depois posto mais informações.

Déborah




Olá Pessoal,

           Esta semana (03/09 a 06/09) está acontecendo no Departamento de Geografia da USP a semana de Geografia Física, que em seu primeiro minicurso teve como tema Geomorfologia e Pedologia do Pantanal Mato-Grossense. Aproveitando o que vimos no minicurso, o texto desta semana será sobre os solos presente no Pantanal Mato-Grossense como um todo e, os solos encontrados na RPPN SESC Pantanal.

           O Pantanal Mato-Grossense está localizado em uma bacia sedimentar de origem terciária (LEPSCH, 2010), bacia do Alto Paraguai que começou a se formar durante a orogênese andina (a área sofreu subsidência), apresenta-se como uma das maiores áreas úmidas do planeta, que recebe sedimentos de seu entorno desde o Cenozoico e, isso interfere nos solos que caracterizam o Pantanal. Os principais tipos de solos encontrados são: os Planossolos, os Espodossolos, os Plintossolos e os Gleissolos.
         Os Planossolos podem ser encontrados em locais onde a dinâmica fluvial provoca a sucessão de depósitos com granulometria contrastante. No caso do Pantanal, encontra-se, principalmente, o Planossolo Nátrico, que possui alta concentração de sódio (15%).
           Os Espodossolos concentram-se no leque do rio Taquari, eles possuem um horizonte claro arenoso sobre outro escuro (LEPSCH, 2010; 107). Esse tipo de solo é pobre em nutrientes e mal drenado, fato que pode ser observado nas áreas do Pantanal onde ele é encontrado.
           Os Plintossolos são solos presente, principalmente, em regiões que sofrem inundações periódicas, por causa da oxirredução, e que possuem clima mais quente. Uma característica marcante desse tipo de solo é a presença de um horizonte com acúmulo de ferro e/ou alumínio na forma de nódulos e, até mesmo, camadas continuas.
          Os Gleissolos são localizados em áreas que permanecem inundadas durante a maior parte do ano, como as várzeas; devido à redução do ferro, o solo é descolorido, acinzentado.
          Na RPPN SESC Pantanal encontram-se, também, vertissolos (principalmente próximo às margens do Rio Cuiabá) e cambissolos. Os primeiros, quando secos, formam fendas devido à presença de argilas com capacidade de expansão e contração, estão presentes nas porções mais baixas. Os Cambissolos encontrados são os Flúvicos, que ocorrem em planícies fluviais.
         O que podemos inferir sobre as características pedológicas do Pantanal é, principalmente, que elas se relacionam com a dinâmica de inundação dessa grande

O solo e os bolinhos de chocolate

Boa tarde!

Pessoal, encontrei um vídeo no YouTube que achei muito legal e quero compartilhar com vocês. Nele, há uma comparação entre os fatores de formação do solo e a preparação de um bolo de chocolate.
No bolo temos os ingredientes, o modo de preparo e o tempo que leva no forno. Os solos tem também os "ingredientes" que os formam, os fatores que dão início a pedogênese, e, em geral, leva muito tempo para  que um solo se desenvolva!

Acho que vale a pena dar uma olhadinha!

O solo e os bolinhos de chocolate

É isso! Espero que tenham gostado!

Até a próxima!

=D

III Semana de Estudos em Geografia Física

Oi pessoal,
Hoje estou passando aqui para deixar um recado a todos...
Entre os dias 03 a 06 de setembro acontecerá no Departamento de Geografia da USP a
III Semana de Estudos em Geografia Física.
Vejam os cursos que serão oferecidos:
 
Dia 03/09: 15 – 18h 
 Ministrante: Sheila Aparecida Correia Furquim
Instituição onde trabalha: Departamento de Ciências Exatas e da Terra -
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Formação: Doutorado em Geografia Física pela USP, Pós-Doutorado em Ciência
do Solo
Título do minicurso: O Pantanal Mato-Grossense: dinâmica geomorfológica e
pedológica.
Resumo do minicurso: O Pantanal Mato-Grossense é uma das maiores áreas
úmidas continentais do mundo, sendo considerado como Patrimônio Natural da
Humanidade pela UNESCO (United Nations Educational, Scientific and Cultural
Organization) e como Área Úmida de Importância Internacional pelo Ramsar
Convention on Wetlands. Apesar da reconhecida importância internacional, a
produção científica sobre o pantanal é ainda relativamente tímida, principalmente
no que se refere a estudos aprofundados de fatores abióticos. Este minicurso
possui como objetivo fornecer um panorama sobre os conhecimentos do meio
físico do pantanal, ressaltando os avanços recentemente obtidos com estudos
detalhados nas áreas de pedologia e geomorfologia.
 
Dia 03/09: 19 – 22h 
  Ministrante:Thomas Johannes Schrage
Instituição onde trabalha: Mestrando em Geografia Física pela USP
Formação: Geógrafo pela USP
Título do minicurso: A Geografia e a Arqueologia.
Resumo do minicurso: A Geografia e Arqueologia podem se comunicar
interdisciplinamente em duas grandes frentes: a Arqueologia da Paisagem e a
Geoarqueologia. A palestra buscará introduzir o tema, e com foco na
Geoarqueologia, demonstrar como ambas as ciências se ajudam em responder
perguntas inerentes a cada uma. Para tanto, abordaremos brevemente a história
da disciplina e exemplos práticos de sua aplicação no Brasil.
 
Dia 04/09: 15 – 18h 
 Ministrante: Luciana Graci Rodela
Instituição onde trabalha: Universidade Nove de Julho
Formação: Geógrafa e Doutora em Geografia Física pela USP.
Título do minicurso: Biogeografia aplicada ao estudo e utilização sustentável de
pastagens nativas do Pantanal, Brasil.
Resumo: Abordagem de características biogeográficas e agroecossistêmicas do
Pantanal do Brasil e apresentação de metodologia de estudo da dinâmica
ambiental de pastagens nativas. A metodologia de estudo insere-se em projetos
de pesquisa sobre sistemas sustentáveis de produção da pecuária de corte do
Pantanal de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul, desenvolvidos pela Embrapa
Pantanal, como um dos suportes à caracterização das pastagens nativas e seu
manejo em escala local.

Dia 04/09: 19 – 22h 
 Ministrante: Marcos Roberto Pinheiro
Instituição onde trabalha: Laboped - DG - FFLCH - USP
Formação: Doutorando em Geografia Física (DG - FFLCH - USP), Mestre em
Geografia Física (DG - FFLCH - USP) e Bacharel em Geografia (DG - FFLCH -
USP)
Título do minicurso: A Cartografia Morfopedológica como Instrumento de
Planejamento Ambiental.
Resumo do minicurso: A ação cada vez mais intensa do homem sobre a natureza
tem gerado impactos que, não raro, são catastróficos. Em geral, esses problemas
são consequência da falta de planejamento e da incompatibilidade entre as
atividades humanas e a capacidade de suporte do meio natural. Nesse cenário, a
Cartografia Morfopedológica surge com um instrumento muito importante de
planejamento ambiental e apoio à tomada de decisão sobre as formas como as
intervenções antrópicas devem se dar na paisagem. A análise da paisagem
setorizada em unidades caracterizadas pelas formas, materiais e processos
dominantes, principalmente os atuais, relacionados à leitura dos tipos de cobertura
vegetal e do uso/manejo da terra, permite que cada área seja compreendida
quanto ao seu funcionamento individual e a sua relação dinâmica com o contexto
em que está inserida, o que possibilita um planejamento mais adequado das
atividades de acordo com as características de cada unidade.

Dia 05/09: 15 – 18h 
 Ministrante: Marcos Alexandre Milanesi
Instituição onde trabalha: Doutorando em Climatologia –DG -USP
Formação: Geógrafo e Mestre em Geografia Física pela USP
Título do Minicurso: Estações meteorológicas e instrumentação.
Resumo do Minicurso: O ponto de partida deste minicurso é a identificação das
diferenças existentes entre as estações meteorológicas atualmente em uso no
Brasil. Considerando que tais diferenças são expressas por meio de classificação,
ou seja, de acordo com a automação e o instrumental presente em cada uma,
nosso objetivo será o da apresentação desses instrumentos utilizados para a
coleta de dados dos atributos climáticos. Além do reconhecimento individual dos
aparelhos mais comuns, serão abordados também seu funcionamento, as técnicas
de uso e manuseio e as unidades de medida. Será proposto, ao término do
minicurso, um exercício elucidativo.

Dia 05/09: 19 – 22h 
 Ministrante: Gustavo Miura Thiesen
Instituição onde trabalha: SISGRAPH
Formação: Superior em Geografia – USP
Título do minicurso: Análises Espaciais através das tecnologias Geomedia.
Resumo do minicurso: O minicurso proposto tem por objetivo apresentar de modo
geral os avanços tecnológicos no campo do geoprocessamento, além de
possibilitar aos participantes o contato e instrução básica nas tecnologias da
família Geomedia (Geomedia Professional e Módulos). Através de diversas
análises espaciais sobre dados matriciais (ex. modelagem de terreno e análise
hidrológica), vetoriais (ex. Consultas espaciais e atributos funcionais) e
alfanuméricos (ex. cálculos estatísticos e operações com texto), o minicurso
procura ampliar o conhecimento técnico de seus participantes permitindo-os
aprimorar suas habilidades em Sistemas de Informações Geográficas.
 
Dia 06/09: 15 – 18h 
 Ministrante: Waldirene Ribeiro do Carmo
Instituição onde trabalha: LEMADI - Lab. de Ensino e Material Didático - DG. -
FFLCH – USP
Formação: Bacharelado e Licenciatura em Geografia, Mestrado em Geografia
Física pela USP
Ministrante: Carla Cristina Reinaldo Gimenes de Sena
Instituição onde trabalha: UNESP - Campus de Ourinhos
Formação: Bacharelado e Licenciatura em Geografia, Mestrado e Doutorado em
Geografia Física pela USP
Título do minicurso: Cartografia Tátil e Ensino Inclusivo de Geografia.
Resumo do minicurso: O minicurso tem como objetivo principal sensibilizar sobre a
importância do uso de recursos didáticos adaptados no apoio aos processos de
ensino/aprendizagem em sala de aula, apresentando as possibilidades de
aplicação da Cartografia Tátil Escolar na educação e no cotidiano dos estudantes.
Assim como, demonstrar que o uso de recursos didáticos adaptados não é restrito
a estudantes com deficiência visual, mas pode ser estendido a todos, favorecendo
o processo de inclusão e tornando o ensino de Geografia mais dinâmico.
 
Dia 06/09: 19 – 22h 
 Ministrante: Sidnei Raimundo
Instituição onde trabalha: Escola de Artes, Ciências e Humanidades da
Universidade de São Paulo - EACH-USP
Formação: Geógrafo, Mestre e Doutor em Geografia pela USP
Título do minicurso: Unidades de Conservação e Políticas Públicas.
Resumo do minicurso: O mini-curso será dividido em três partes. A primeira
apresentará o processo histórico de criação de Áreas Protegidas, discutindo a
Conservação da Natureza a partir da Idade Moderna; o Modelo dos E.U.A.;
conceito de selvagem; e, no Brasil problemas e conflitos decorrentes desse
modelo. Na segunda parte será discutido o SNUC Sistema Nacional de Unidades
de Conservação. Nesse bloco será realizada uma análise crítica sobre as
definições e categorias de manejo de Unidades de Conservação; uma abordagem
espacial sobre o mosaico de Unidades de Conservação e as estratégias criação
dessas áreas. A terceira parte apresenta as estratégias de planejamento das
Unidades de Conservação, tendo o plano de manejo seu principal instrumento de
planejamento. Nesse bloco, serão apresentadas as definições e estratégias de
elaboração de planos de manejo e alguns estudos de caso.
 
 


Mas não se esqueçam, é necessário fazer as inscrições (gratuitamente) para participar dos cursos, no site:
http://sce.fflch.usp.br/node/990
 
 
Esperamos todos por lá!!!
 
 
 
 

Solos em regiões de Clima Árido Andino

Olá pessoal, desculpem pela demora do novo post! Mas agora nos revezaremos para postar e trazer novidades para vocês toda semana!

Hoje, o post é sobre:

                                  Solos em regiões de Clima Árido Andino

  
No mês de julho, fiz uma viagem para a Bolívia e o Peru, e me deparei com paisagens e clima totalmente adversos e inusitados. O clima seco nesta época do ano e a altitude transformam a paisagem em um belo deserto cercado por montanhas de picos nevados. 

                                  (Mariana Franco de Carvalho 07/2012)

Mas o que nos interessa aqui é observar um dos aspectos da paisagem andina, que logo nos salta aos olhos, o solo desértico. Como forma de exemplificar didaticamente, tomarei como exemplo, a cidade de Arequipa no Peru. Arequipa esta localizada aos pés do vulcão Misti (com mais de 5800 m de altitude) cujo sítio urbano esta encerrado no Deserto Costeiro do Peru, cuja temperatura máxima anual não passa de 23ºC com mínimas de 6ºC. As precipitações anuais médias não passam de 96,5 mm ao ano. Entre os meses de abril e outubro, a precipitação é muito baixa com médias 0.5mm, sendo que no mês de julho este índice é 0. Arequipa, esta sob terreno formado por depósitos eólicos, aluviais fluviais, morenas, e fluvio glaciais. A leste localiza-se a área vulcânica com bosques de rochas, e a oeste, área de embasamento Granítico e Diorita. (http://eusoils.jrc.ec.europa.eu/esdb_archive/eudasm/latinamerica/lists/all_y3.htm)

Bom,...sabemos que a formação de cada tipo de solo é condicionada pelas característica naturais e especificas de cada paisagem (LEPSCH. I,F. 1995). Diante disso, o que encontramos nesta região, são solos típicos de clima árido, como os Solonchaks (Gleissolos Sálicos), Solonetz (Planossolos Nátricos), que se caracterizam por altas concentrações de sais solúveis, Gypsisois, Calcisois e Durinsois, com acumulo de sais pouco solúveis como o carbonato de cálcio (gipsita e calcita) (LEPSCH. I,F. 1995).

                                    (Mariana Franco de Carvalho 07/2012)

As baixas precipitações anuais e a alta evaporação, associada às altas concentrações salinas do solo, a vegetação nestes locais é bastante escassa. Apesar disso, devidod a localizada privilegiada da região em área de vulcanismo (esta entre 3 grande vulcões: El Misti, Chachani e Pichu Pichu), criou-se espessas camadas de lava vulcânica que cobrem grandes áreas, formando um solo rico em minerais (Arequipa significa "Cidade branca" devido a cor da lava vulcanica usada nas construções da cidade).
Por hoje é isso, espero que tenham gostado!

Meu próximo post será sobre "Solos férteis do Titicaca".

Abraços

Mariana

VI Simpósio Brasileiro de Educação em Solos- Parte 2- A participação do Grupo de Educação em Solos Geografia -USP


Dando continuidade aos posts sobre o Simpósio vamos contar um pouquinho como nosso grupo esteve presente e participou do evento! O grupo enviou quatro diferentes pesquisas para apresentação em pôsteres  e oral durante o evento, são eles:
“ O uso de materiais didáticos em solos para o Ensino Fundamental” – Ana Clara Cerminaro, Déborah de Oliveira
“O ensino de solos pra o Ensino Fundamental com o uso de jogos”- Patrícia Christmann, Déborah de Oliveira
“ A importância do uso de experiências práticas como material didático no ensino de solos no Ensino Fundamental: um experimento na Estação Ciências da USP”- Mariana Franco de Carvalho, Déborah de Oliveira
“Pedologia e Literatura Infantil” – Marina Braguini Manganotte

Os outros pôsteres das integrantes do nosso Grupo, sendo exibidos durante o evento.

As pesquisas são frutos de iniciações científicas e trabalhos de extensão, e fazem parte da fundamentação teórica que estamos utilizando para confecção de um livrinho paradidático- que em breve daremos maiores informações aqui no blog!

Além disso, a Coordenadora do nosso Grupo de Educação em Solos, a Profa. Dra. Déborah de Oliveira, fez uma palestra em forma de mesa redonda cujo tema foi “ O ensino de solos na graduação em Geografia e Geociências”, na qual compartilhou suas experiências como professora dos cursos de Geografia e Licenciatura em Geociências na USP- São Paulo.

Infelizmente só uma integrante do nosso grupo pode estar presente no evento, e abaixo ela compartilha um pouquinho de como foi sua participação no Simpósio:

“ Foi muito  bacana participar do evento pela oportunidade de conhecer outros trabalhos e pesquisas sobre a educação em solos. Conhecer professores, pesquisadores e alunos de diferentes partes do Brasil que acreditam na importância desse ensino e conscientização sobre um recurso natural tão importante e esquecido, com certeza me fez valorizar muito mais o nosso grupo! Participei de um minicurso ministrado pelo Professor Igo Lepsch sobre a relação solo-geomorfologia e um Grupo de Trabalho sobre materiais didáticos e ensino de solos no qual pude compartilhar nossas experiências na USP e conhecer pesquisas realizadas na UNESP de Presidente Prudente, na UFV  e  UVA/Sobral. E ainda conhecer o Ceará, a cidade de  Sobral, os solos semi-árido no trabalho de campo foram experiências únicas! “

Ana Clara, apresentando o pôster de sua pesquisa durante o Simpósio.

É isso pessoal! Sobre os solos do semi-árido a Ana vai contar pra gente no próximo post, sobre o trabalho de campo do SBES, uma  Excursão Pedológica feita nos arredores da cidade de Sobral!



VI Simpósio Brasileiro de Educação em Solos -parte 1



Entre os dias 22 e 25 de maio aconteceu o VI Simpósio Brasileiro de Educação em Solos, na cidade de Sobral, no interior do estado do Ceará. O Grupo de Educação em Solos da Geografia USP, esteve presente e vamos contar um pouquinho aqui como foi este importante evento!



Um pouco da história do Simpósio ...

Em sua sexta edição o Simpósio teve início há 18 anos atrás, onde pesquisadores da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS) se reuniram na cidade de Viçosa-MG para discutir questões específicas do Ensino de Solos. O Simpósio já ocorreu nas cidades Santa Maria-RS/1995, Pato Branco-PR/1996, Piracicaba-SP/2008 e Curitiba-PR/2010, e foi sediado pela primeira vez esse ano no nordeste do país.
O Simpósio aconteceu na cidade de Sobral na Universidade Estadual Vale do Acaraú  (UVA) e foi organizado pelo Laboratório de Pedologia e Processos Erosivos de Estudos Geográficos, sob excelente coordenação da Profa. Dra. Cleire Lima da Costa Falcão. O Laboratório também têm mascotes, assim como nosso grupo tem o João Torrão! São eles a Senhorita Formiga, a Dona Minhoca e o Senhor Cupim...

D
Da esquerda para direita: Ana Clara, Natália e Profa. Déborah de Oliveira.
Buscando a divulgação da educação em solos em âmbito integrado o evento teve como tema principal “O ensino de solo na análise integrada da natureza e da sociedade”,  e em suas  diversas atividades (mesas redondas, relatos de experiências, minicursos, oficinas para estudantes da rede pública municipal e estadual de Sobral, apresentação de trabalhos e pesquisas e trabalhos de campo) pudemos compartilhar, ensinar, aprender com diferentes pessoas e reafirmar a importância e necessidade da Educação em Solos!

Assim, teremos mais dois posts aqui no  nosso blog sobre o Simpósio,  a Parte 2- Sobre a participação do Grupo de Educação em Solos Geografia -USP no Simpósio, e a Parte-3- Sobre o trabalho de campo realizado durante o evento, uma Excursão Pedológica nos arredores da cidade de Sobral! 

15 de Abril: Dia da Conservação do Solo!

Olá pessoal!

Retomamos os posts no nosso blog em 2012 com a comemoração de uma data muito importante para o nosso grupo: o Dia da Conservação do Solo!


A data de 15 de Abril foi escolhida para o Dia da Conservação do Solo em homenagem ao nascimento do pesquisador norte americano Hugh Hammond Bennett (15/04/1881- 07/07/1960), considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos, o primeiro responsável pelo Serviço de Conservação de Solos daquele país.
Aqui no Brasil, essa data entrou no calendário nacional  no dia 13 de novembro de 1989 através de um lei federal de número 7.876, instituindo 15 de abril como o Dia Nacional da Conservação do Solo!

Devemos entender e refletir sobre essa data , já que muitas vezes esquecemos da importância primordial que o solo têm para existência da vida, inclusive a nossa! É onde plantamos nossos alimentos, onde crescem os animais e seres humanos. Onde plantamos o algodão para  roupas, as árvores que podem virar móveis, papéis, e muitas outras coisas!  É sobre ele que crescem as florestas, que construímos as casas e cidades!
Não é só no  do Dia Nacional da Conservação do Solo que devemos discutir sua importância e perceber sua grandiosa função na natureza, mas sim no nosso cotidiano, na escola, com os amigos e todos que estão ao nosso redor!

Deu pra perceber que sem  o solo não sobreviveríamos? Por isso precisamos fazer um uso consciente e responsável deste recurso natural tão importante e esquecido por muitos!

Clay Joe, a little clump of soil: Adventures in the Atlantic Forest biome

This book is part of a collection about João Torrão's adventures in Brazilian biomes. This first volume focuses on the Atlantic Forest b...