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Desertificação: definições, causas e consequências

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"Desertificação" é o nome dado a um processo de degradação ambiental , no qual biomas e ecossistemas não desérticos tornam-se extremamente áridos, secos e inférteis. Assim, tais áreas acabam perdendo gradualmente sua vegetação devido à degradação do solo, e acabam tornando-se desertos.  Esse fenômeno ocorre, principalmente, devido a práticas predatórias e insustentáveis de uso da terra pelo homem, com destaque para o desmatamento, a poluição dos solos e dos corpos d'água, a superexploração e possível esgotamento de recursos e etc . Ademais, o aquecimento global , acelerado pela atividade humana, também é um fator significativo entre as causas da desertificação, pois pode alterar as dinâmicas climáticas de uma determinada área, afetando todos os seres que nela vivem.  Segundo a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, esse fenômeno já atinge mais de 250 milhões de pessoas ao redor do mundo. Além disso, acredita-se que, se nada for feito para combater es...

Nutrientes no Solo

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A presença de nutrientes no solo é essencial para a manutenção de sua fertilidade e, consequentemente, para o desenvolvimento das plantas, que "alimentam-se" desses nutrientes através de diferentes processos como a difusão, o fluxo de massa ou a interceptação radicular. Esses nutrientes consumidos pelas plantas são componentes da chamada "solução do solo" e podem ser classificados em macro e micronutrientes. Os macronutrientes são aqueles necessários em grandes quantidades no solo, sendo que os macronutrientes primários (Nitrogênio, Potássio e Fósforo) são necessários em maiores concentrações que os macronutrientes secundários (Cálcio, Enxofre e Magnésio).  Já os micronutrientes (Boro, Cloro, Cobre, Ferro, Sódio, Molibdênio, Manganês, Níquel, Cobalto e Zinco) são aqueles necessários em menor quantidade em comparação com os macronutrientes. Além disso, existem outros nutrientes cuja presença no solo, embora não essencial, pode ser benéfica, como o Selênio e o Silíci...

Morfologia do solo

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Segundo LEPSCH (2002), o estudo da Morfologia do Solo corresponde "ao estudo da sua aparência no meio ambiente natural e sua descrição segundo as características perceptíveis, visíveis a olho nu ou sensíveis ao tato. Portanto, corresponde à 'anatomia do solo' ". No estudo dos solos, são observadas, analisadas e classificadas diferentes características morfológicas, como: cor, textura, estrutura, consistência, espessura e transição dos horizontes.   O estudo dessas características morfológicas do solo é importante para sua compreensão, identificação e para a diferenciação dos diferentes tipos de solos existentes no mundo . Ademais, a observação e descrição em campo é de extrema importância no estudo da morfologia do solo, sendo tal estudo em campo seguido por análise das amostras em laboratório.  Fonte: LEPSCH, IGO F. Formação e Conservação dos Solos . 2ª Edição. São Paulo: Oficina de Textos, 2010. p. 35-36. Escrito por Marina Kuncevicius Pereira; Supervisão: Déborah ...

Minerais no solo

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O processo de formação do solo (intitulado " pedogênese ") inicia-se, justamente, a partir da ocorrência de intemperismo físico e/ou químico em uma rocha presente na crosta terrestre. Tal intemperismo desgasta e/ou decompõe essa chamada "rocha-mãe", fazendo com que os minerais que a compõem façam parte do solo que será originado a partir da ação de diversos fatores como o tempo, o clima, o relevo, a ação dos seres vivos e a disponibilidade de materiais tanto inorgânicos (como os minerais e a água) quanto orgânicos (como os restos de vegetais e animais).  Os minerais frutos da decomposição ou desagregação da rocha-mãe são intitulados " minerais primários ", sendo alguns exemplos destes: quartzos, feldspatos, calcitas, piroxênios, anfibólios, olivinas, entre outros. . Ao longo do tempo, esses minerais primários, então presentes no solo, podem sofrer intemperismo (devido à ação de agentes intempéricos como a água) e sofrer alterações em sua estrutura física ...

História da ciência do solo: Idade Contemporânea

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A Idade Contemporânea é um período histórico que data de 1789 (ano em que ocorreu a Revolução Francesa) até o presente. Diante do crescente aumento populacional devido aos avanços médicos e tecnológicos, tornou-se essencial compreender a origem, as características e as dinâmicas do solo, já que dele vêm, direta ou indiretamente, a maioria dos alimentos e fármacos essenciais para a humanidade.  É nesse período que o estudos dos solos começa a evoluir a partir do momento em que cientistas reconhecem o solo como um objeto de estudo cuja gênese e características (cor, textura, estrutura, consistência, porosidade, etc) só podem ser propriamente compreendidas quando estudadas no ambiente de origem. Finalmente, por volta da década de 1880, surge a ciência intitulada "Pedologia" (do grego: pedon  = solo, terra; logia = estudo).  Em 1840, o cientista Justus Von Liebig analisou amostras de solo em laboratório, visando continuar e desenvolver os estudos sobre o que fazia as planta...

História da ciência do solo: Idade Moderna

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A Idade Moderna é um período histórico que estendeu-se desde a queda do Império Romano do Oriente em 1453 d.C; até a Revolução Francesa em 1789 d.C. Tal período destaca-se pela ocorrência do Renascimento , um movimento no qual buscou-se trazer de volta certos conceitos e noções da antiguidade clássica. Assim, durante essa época a arte, o comércio, a política, a economia e as ciências progrediram significativamente.  A Idade Moderna viu a ascensão da chamada "alquimia", ciência precursora da química. Em relação aos estudos do solo, os alquimistas da época foram responsáveis por tentar explicar o que exatamente fazia as plantas desenvolverem-se no solo. A partir desses estudos, duas teorias iniciais foram desenvolvidas : a teoria da água como "elixir da vida" no solo; e a "teoria do húmus", que afirmava que as plantas nutriam-se exclusivamente da matéria orgânica presente no solo.  Atualmente, sabe-se que o desenvolvimento das espécies vegetais depende não s...

História da ciência do solo: Idade Média

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A Idade Média é o período histórico que estendeu-se desde o século V ao século XV. Nesse extenso período, diferentes partes do globo desenvolveram o uso, manejo e estudo do solo de diferentes maneiras. Na Europa , diante da importância da agricultura no sistema feudal, tornou-se essencial que os camponeses conhecessem melhor o solo da área em que viviam e trabalhavam, além de conhecerem as principais características morfológicas que tornavam tal solo fértil (ou não) para o plantio de diferentes espécies vegetais. Entretanto, como havia uma certa opressão da Igreja Católica às ciências da natureza, o desenvolvimento da ciência do solo, propriamente dita, foi limitado ao conhecimento do que tornava um solo produtivo para a agricultura de subsistência que sustentava o sistema de produção feudal.  Enquanto isso, no atual Oriente Médio, o estudo dos solos pôde avançar um pouco devido à elaboração de tratados agrícolas por diversos intelectuais da região. Tais tratados relembravam técn...

História da ciência do solo: Idade Antiga

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No período histórico conhecido como Idade Antiga (que estende-se desde a invenção da escrita em 3.500 a.C. até a queda do Império Romano do Ocidente em 476 d. C), diversas civilizações ao redor do globo desenvolveram métodos eficazes de manejo do solo para a agricultura, além de serem os primeiros a associar solos de cor escura a maior fertilidade.  Na região conhecida como Crescente Fértil, povos como os egípcios, mesopotâmios e persas desenvolveram suas civilizações ao redor de grandes rios, compreendendo que o regime fluvial e as férteis várzeas dos rios  eram altamente benéficos à agricultura, essencial à sua subsistência.  Na antiga Europa, os romanos foram os primeiros a associar solos escuros a maior fertilidade e produtividade do solo. Atualmente, sabe-se que tal coloração se dá devido ao acúmulo de húmus no solo. Ademais, os antigos gregos desenvolveram as bases da Edafologia ao estudar a influência da morfologia do solo no desenvolvimento das plantas.  No c...

História da ciência do solo: Pré-História

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Nas próximas semanas, vamos aprender um pouco sobre a história do uso e do estudo do solo pela humanidade.  Hoje, falaremos sobre os solos e a humanidade durante o período conhecido como " Pré-História ", que começou com o surgimento dos primeiros hominídeos, há aproximadamente 2,5 milhões de anos, e terminou diante da invenção da escrita, por volta de 3.500 a.C. Esse período é subdividido em três: paleolítico, neolítico e idade dos metais.  No período Paleolítico, o homem levava um estilo de vida nômade, não possuindo um local fixo de vivência e sustentando-se majoritariamente da caça de animais. Dessa forma, o solo era visto apenas como o chão sobre o qual o homem e sua caça deslocavam-se. Além disso, o solo providenciava os pigmentos que constituíam as tintas usadas nas pinturas rupestres. No período seguinte, intitulado Neolítico, o homem sedentarizou-se, passando a viver em um local fixo e ali desenvolvendo sua subsistência e comunidade. Nesse cenário, o homem deu iníc...

Importância das minhocas para o solo

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  As minhocas são animais que exercem atividades essenciais para a manutenção do solo , como a decomposição da matéria orgânica e consequente produção de húmus, além da criação de canais e túneis subterrâneos que aumentam a porosidade do solo, auxiliando na entrada de água, ar e nutrientes, assim como na penetração das raízes vegetais no solo.  Fonte: LABENZ, A. T. Earthworm Actively Increases Soil Health . United States Department of Agriculture; Kansas Natural Resources Conservation Service. Disponível em: https://www.nrcs.usda.gov/wps/portal/nrcs/detail/ks/newsroom/features/?cid=stelprdb1242736#:~:text=Perhaps%20no%20other%20living%20organism,major%20decomposers%20of%20organic%20matter. Acesso em 03 de Abril de 2022.  OPPERMAN, Álvaro. Qual a utilidade das minhocas? Super Interessante, 2017. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/qual-e-a-utilidade-das-minhocas/ . Acesso em 03 de Abril de 2022.  Escrito por Marina Kuncevicius Pereira; Supervisão: D...

O que é "pedogênese"?

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Pedogênese é o nome dado ao processo de formação dos solos.  Tal processo inicia-se com a decomposição química e/ou desgaste físico de uma rocha. À medida em que tal rocha é intemperizada, quantidades variadas de matéria orgânica vão sendo adicionadas ao produto desse intemperismo, em um lento e complexo processo que vai originando os chamados " horizontes do solo "; sendo estes, camadas classificadas, organizadas e diferenciadas por uma série de aspectos específicos.  Há cinco fatores essenciais para a formação dos solos: clima, tempo, relevo, material de origem e ação de organismos. Esses fatores agem conjuntamente para formar os diferentes tipos de solo existentes.  Ainda assim, é importante ressaltar que as condições geográficas, geológicas e biológicas específicas de uma região podem influenciar no nível de atividade e participação de cada um desses fatores no processo pedogenético , tal fato é responsável pelos diferentes tipos de solo existentes ao redor do planet...

Poluição do Solo: agrotóxicos

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Hoje, vamos aprender um pouco sobre a poluição do solo devido ao uso de agrotóxicos. Ocasionalmente chamados de "defensivos agrícolas", tais compostos químicos são utilizados atualmente na agricultura como pesticidas, porém, diversos estudos vêm mostrando que o uso de agrotóxicos pode desencadear na contaminação do solo e, consequentemente, de fontes de água subterrânea.  Essa contaminação do solo pelos agrotóxicos é perigosa pois afeta não só a fertilidade e produtividade do solo, mas também, afeta suas dinâmica física e química. A alteração das estruturas e dinâmicas do solo pode levar à morte de diversas espécies animais e vegetais.  Além disso, reitera-se que o uso de agrotóxicos em plantações e cultivos destinados à alimentação pode ser muito perigoso para a saúde humana . Segundo dados da OMS - Organização Mundial de Saúde, a ingestão de alimentos contaminados por agrotóxicos está ligada ao desenvolvimento de diversas doenças respiratórias e cardíacas.  Assim, a pr...

Poluição do solo: radiação

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Hoje, vamos aprender sobre a poluição do solo devido à radiação proveniente de rejeitos radioativos, que ao serem descartados incorretamente, acabam entrando em contato com o solo e contaminando-o.  A contaminação radioativa do solo é incrivelmente perigosa , pois pode afetar não só os diversos animais e plantas que nele vivem, mas também, a saúde humana, pois a ingestão de alimentos cultivados em solos contaminados pode levar ao desenvolvimento de mutações genéticas e cânceres , entre outras consequências. Além disso, a poluição radioativa do solo pode acarretar, também, na contaminação de fontes de águas subterrâneas , que são essenciais para a manutenção do Ciclo Hidrológico.    As medidas mais importantes a serem tomadas para evitar que o solo seja contaminado por substâncias radioativas são: fiscalizar rotineiramente as condições de segurança e as dinâmicas de gestão de rejeitos das usinas nucleares, assim como fiscalizar o descarte de resíduos radioativos utilizado...

Poluição do solo: práticas inadequadas de mineração

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Hoje, vamos aprender sobre a poluição do solo devido à liberação de rejeitos e substâncias tóxicas provenientes de práticas inadequadas de mineração.  Esse tipo de poluição é extremamente perigoso, pois pode ser irreversível, dependendo da substância ou composto químico específico liberado no solo. Quando não são implementadas e priorizadas práticas sustentáveis de mineração, é comum que ocorram diversos danos ao meio ambiente, como a destruição da vegetação local, alterações na estrutura física e composição química do solo, liberação e de metais pesados durante o processo de extração de minérios e outras consequências que podem levar à contaminação e à erosão do solo.  Algumas medidas importantes para minimizar e/ou evitar os efeitos da poluição do solo devido à práticas inadequadas de mineração são: regular e fiscalizar as práticas, técnicas e equipamentos utilizados pelas companhias mineradoras; desenvolver meios de acabar com o garimpo ilegal de minérios e, principalmente...

Poluição do Solo: lixo urbano

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A poluição do solo ocorre, principalmente, devido à presença de diferentes substâncias e compostos químicos que são, na maioria das vezes, liberados pela ação humana. Nas próximas semanas, vamos aprender um pouco sobre os diferentes tipos de poluição do solo, assim como suas causas, consequências e como evitá-las.  Hoje, vamos aprender um pouco sobre a poluição do solo pelo lixo urbano. Tal poluição ocorre, justamente, devido ao descarte inadequado do lixo urbano , levando à presença de substâncias e compostos tóxicos no solo. Consequentemente, tais substâncias e compostos contaminam o solo, podendo torná-lo inabitável e/ou infértil , afetando significativamente toda a vida dependente dele, desde as plantas que nele crescem aos animais que nele encontram abrigo e alimentação.  Algumas medidas importantes para diminuir e/ou evitar a poluição do solo pelo lixo urbano são: realizar o descarte do lixo em locais apropriados (como aterros sanitários), realizar a separação adequada...

Acidificação do solo

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Vamos conhecer um pouco sobre as causas e consequências do fenômeno da Acidificação do Solo:   CAUSAS - Alguns solos, naturalmente, apresentam um baixo pH devido à sua composição química. Já alguns tipos de solo podem tornar-se ácidos devido a processos como a lixiviação de bases e a infiltração de fluidos e gases. CONSEQUÊNCIAS - algumas das principais consequências da acidificação do solo são o aumento no teor de alumínio e a queda na quantidade de bases trocáveis presentes no solo. A acidez do solo é relevante pois afeta, diretamente, as diversas formas de vida animal e vegetal que vivem e dependem do solo.  Fonte: https://www.myfarm.com.br/degradacao-do-solo/ Escrito por Marina Kuncevicius Pereira; Supervisão: Déborah de Oliveira 2022.